O uso exagerado de termos estrangeiros no comércio pode inibir consumidor
É cada vez mais comum vermos pessoas comprando remédios em drogstores, pedindo um fastfood em delivery ou fazendo um happy hour com os amigos. O que pode significar status para o comerciante em ter lojas e produtos com nomes estrangeiros, para o consumidor pode se tornar uma forma de exclusão.
A promotora de vendas Maria Helena, moradora do bairro Pau da Lima, afirma não freqüentar estes estabelecimentos. “Me inibe entrar em um lugar assim, me sinto constrangida até mesmo em pronunciar o nome, pois não sei se vou falar certo”, afirma a promotora de vendas, que diz inclusive já ter sido destratada ao levar um currículo em uma loja que tinha o nome estrangeiro.
Muitos comerciantes acham que o nome estrangeiro não interfere nas suas vendas, mas o próprio gerente de uma loja em salvador se contradiz. Ele diz que como consumidor não se sentiria a vontade em entrar em um lugar com o nome estrangeiro, “o nome da loja não inibe nossos clientes, mas se eu fosse a um restaurante com o nome em outra língua iria achar que esse lugar não era para mim,” confessa.
Em uma cidade turística como Salvador a diversidade de informações no comercio se torna inevitável, pois a cidade recebe milhares de turistas todos os anos. Para o professor de jornalismo da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia e membro da Academia de Letras da Bahia, Carlos Ribeiro, o uso de termos estrangeiros é um fenômeno normal em um mundo globalizado, porém “esse assunto tem que ser debatido para que não seja usada de forma desnecessária e forçada”.
Para a professora de letras da UFBA, Juliana Soledade, a mudança é necessária, isso não quer dizer que seja bom ou ruim. Segundo a professora a língua tem mecanismos de defesa próprio, “as palavras que irão permanecer são as que as pessoas usam, algumas são apenas modismo”, finaliza.

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